domingo, 5 de abril de 2009

Ponte de Lima - São Roque/ Rubiães “A Bruxa

Saí de Ponte de Lima às 9 da manhã, ( tarde demais ) O caminho estava com muita lama e chuva – para variar. Muito cansativo. Tinha que literalmente tirar o pé da lama para se andar. Na primeira meia hora já estava com o pé encharcado. Mais do que nunca a quilometragem dos mapas está totalmente errada.Encontramos um senhor com suas ovelhas e disse que era para voltar a Ponte de Lima , pq ainda faltava mto pra chegar a serra, eu não acreditei pq ja tinha andado muito um sobe e desce, passando por pontes. Entrei nela a famosa serra Labruja (que carinhosamente apelidei de bruxa de Blair) as 10:30 hs e só consegui terminar as 16 hs, andando sem paradas grandes, fiz apenas 4 de 10 minutos para trocar de meias (para não fazer bolhas nos pés). A serra de Labruja, quando começada não tem como sair dela, ou você anda ou anda. A subida é terrível, muitas pedras soltas travessias de pontes em péssimo estado e subida , muita subida. Choveu muito e eu tinha a impressão que dava um passo para a frente e dois para trás. Então resolvi ouvir música, para calar minhas queixas interiores e exteriores. No meu MP3 deu para ouvir de tudo: Orishas , psy, Kaled , Xeg e principalmete Pitty, e sabe ajudou muito. Já havia me acostumado com aquele tormento, até parei algumas vezes pra olhar pra trás. A essa altura já não tinha mais meias secas e estava toda molhada, com exceção do anorak que estava sequinho. Não havia cafés no caminho e as aldeias (vilas) tinham no máximo 3 casas. Ao fim de 6 longas horas consegui chegar à São Roque, próximo a Rubiães. Lá fui dormir no Repouso dos Peregrinos, achando que ia ficar bem, mas o aquecedor do quarto não funciona e água quente artigo de luxo. Banho de água quente tem que ser rápido, aproveitei para lavar as roupas. Conheci um casal de alemães como não falo nada de inglês e eles muito menos português, a comunicação foi precária. Só sabiam dizer bun caminho. Fomos jantar e conversamos com mímicas foi engraçado porque o homem queria comer bacalhau, só dizia isso, e chá. Depois de um tempo conseguimos nos entender e então eles comeram bacalhau, tomaram chá e depois cada um foi para seu quarto.Estava com tanto o frio que tive que dormir dentro do sleep bag, com 3 cobertores por cima. Deu para imaginar?

foto da serra



Viana

sopa depois da serra















Silvia quase que escalando as pedras















Um comentário:

Anônimo disse...

Comentário por kleyd — 29.3.08 @ 20:13

Oi menina,
que dia difícil! Mas deve ter sido bom quando acabou. Mesmo não falando alemão, mas conseguindo entender que ele queria bacalhau e chá. Olhe que maravilha, que bom que sabemos fazer mímicas e formas de nos comunicar.
Bom descanso!